• Cientifica

Proteção Respiratória, o EPI que veio para ficar.

A máscara de proteção é um tipo de proteção respiratória, que se popularizou para proteger as pessoas de doenças que podem entrar no organismo pela respiração.


É sabido que a covid-19 é transmitida principalmente por meio do contato com pequenas gotículas que contêm o vírus e são expelidas por pessoas infectadas. As máscaras funcionam como uma barreira física para proteger as pessoas dessas gotículas suspensas no ar quando há tosse, espirros e até mesmo durante conversas. Seu uso é importante principalmente em locais em que não é possível manter o distanciamento seguro.


As máscaras cirúrgicas têm origem nas máscaras medievais, e lembravam um bico de pássaro, inventadas, durante a peste negra, por médicos do século XIV. No final do século XIX surgiu o modelo análogo ao atual, usado por médicos para evitar contaminação. Na China, em 1910, o uso de máscara foi utilizado para prevenção de um surto de pneumonia, mas foi com a chegada da Gripe Espanhola,


em 1918, que se globalizou. Com a epidemia de SARS (Síndrome Respiratória Aguda Grave de 2002-3) a população do sudeste asiático passou a usar em grande escala. Em março de 2020, com a decretação da Pandemia do novo Coronavírus, Sars-Cov-2, pela Organização Mundial da Saúde (OMS) o uso de proteção respiratória, cresceu de maneira exponencial, tornando a máscara um EPI popular.



No Brasil, antes da pandemia, era raro ver pessoas usando máscaras de proteção nas ruas, hoje, tornou-se obrigatória, sendo possível observar em todo e qualquer ambiente; no trabalho, lazer e nas vias públicas. A situação mudou, mas ainda há dúvidas de parte da população quanto à necessidade e ao benefício do uso. Com frequência observamos pessoas utilizando de maneira equivocada.


Pois bem, sabemos, nesse momento singular que estamos vivendo, da necessidade do uso da máscara, mas porque ainda observamos muitas pessoas não utilizando as máscaras ou utilizando-as incorretamente?


Podemos elencar uma série de causas, assim mesmo não conseguiremos esgotar os motivos, a seguir descrevemos alguns:

- a falta de orientação de como utilizar é um grande problema, tornando-as ineficientes, portanto, as recomendações a seguir, apesar de serem repetidas, são de grande valia: (higienize as mãos antes e depois de colocar, para colocar, ajustar ou retirar, sempre utilize as alças ou o elástico; não toque na máscara e não a remova para falar, tossir ou espirrar; a máscara deve cobrir queixo, nariz e ficar justa ao rosto, homens que utilizam barbas precisam ficar atentos à vedação, uma vez que os pelos prejudicam tal vedação; se a máscara ficar úmida ou molhada, troque por uma limpa e seca; a peça é de uso individual, não compartilhe com outras pessoas; guarde b


em fechada em um recipiente ou saco plástico e de uso específico para isso; ao descartar suas máscaras, as mesmas devem ser destruídas e colocadas em sacos plásticos);



- se possível, fornecer vários tipos de máscaras, deixar que as pessoas escolham as que menos as incomodam, pois sabemos que o melhor EPI é aquele que é utilizado com frequência e que não causa incômodo, muitas pessoas se sentem sufocadas e tem a sensação que não estão respirando, que os óculos ficam embaçados;

- fiscalizar, pois o uso incorreto da mascara torna o dispositivo ineficaz, e percebe-se que as pessoas estão usando apenas para “cumprir” a lei.


Lembre, o uso da máscara é importante principalmente em locais em que não é possível manter o distanciamento de segurança.


Por: Lucia Braga Montemor

Engª de Segurança do Trabalho/Higienista Ocupacional



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